Como funciona

Ciência climática brasileira, traduzida para quem decide.

A doClima integra nove camadas de dados oficiais sobre os 5.570 municípios brasileiros em uma única infraestrutura. O resultado é inteligência climática rastreável até a fonte — pronta para virar política pública, reportagem ou relatório corporativo.

O problema

O Brasil tem dados climáticos de classe mundial. E quase ninguém consegue usar.

O AdaptaBrasil/MCTI é referência internacional — recomendado pelo IPCC como modelo. O SEEG monitora as emissões brasileiras com granularidade municipal há mais de uma década. O MapBiomas reconstruiu 40 anos de cobertura da terra. O S2ID registra cada desastre reconhecido pela Defesa Civil. O IBGE contextualiza tudo isso socioeconomicamente. Some-se a isso séries observadas por satélite com cobertura uniforme sobre o território — como CHIRPS e CHIRTS, produzidas pela UC Santa Barbara e amplamente usadas pela comunidade científica brasileira.

Cada uma dessas bases, sozinha, exige conhecimento técnico para ser consultada. Estão em formatos diferentes, com nomenclaturas diferentes, em portais diferentes. Cruzar duas delas é um projeto de pesquisa. Cruzar todas, no mesmo município, em segundos — não existia.

É isso que a doClima faz.

As camadas

Nove fontes oficiais. Uma única inteligência.

Organizadas em cinco dimensões analíticas que respondem às perguntas que importam.

9
Camadas de dados
5
Dimensões analíticas
5.570
Municípios cobertos
1981+
Séries históricas
01 · Clima observado

O que já mudou no clima desta cidade nas últimas quatro décadas?

CHIRPS v3.0 Precipitação por satélite, série diária desde 1981, resolução de 5 km. Climate Hazards Center, UC Santa Barbara.
CHIRTS-ERA5 Temperaturas máxima e mínima por satélite, série desde 1983. Climate Hazards Center, UC Santa Barbara.

Modelos dizem o que pode acontecer. Observações de satélite dizem o que já está acontecendo — e podem ser checadas por qualquer pesquisador.

02 · Risco projetado

Que riscos esta cidade enfrenta até 2050 — para população e infraestrutura?

AdaptaBrasil / MCTI 378 indicadores de risco em 6 setores estratégicos: Recursos Hídricos, Segurança Alimentar, Saúde, Energia, Infraestrutura e Biodiversidade.
AdaptaBrasil Infra Risco climático para o setor portuário (ANTAQ) e a malha rodoviária federal (DNIT).

Cenários otimista (SSP2-4.5 / RCP4.5) e pessimista (SSP5-8.5 / RCP8.5), com horizontes para 2030-2040 e 2050-2055.

03 · Responsabilidade climática

Quanto esta cidade contribuiu para o problema?

SEEG13 · Observatório do Clima Inventário de emissões de gases de efeito estufa por município e por setor — energia, transporte, agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e processos industriais. Série desde 1970.

A camada que conecta um território não só ao impacto que sofre, mas ao impacto que produz.

04 · Estado dos ecossistemas

Que amortecedores naturais restam — e em que velocidade estão sendo perdidos?

MapBiomas · Coleção 9 Cobertura e uso da terra ano a ano desde 1985, para todos os biomas brasileiros. Permite reconstruir a trajetória ambiental de qualquer município nas últimas quatro décadas.

Vegetação nativa é infraestrutura climática. Onde ela some, a vulnerabilidade aumenta — e os dados mostram exatamente onde.

05 · Histórico de impactos & contexto

Que desastres já aconteceram aqui — e quem está mais exposto?

S2ID / Atlas Digital de Desastres Registro oficial de desastres com reconhecimento federal desde 1991 — mortes, desalojados, prejuízos materiais. MI / SEDEC.
IBGE Censo 2022, Contas Nacionais, SIDRA/CEMPRE: população, PIB, saneamento, escolaridade, perfil produtivo.

O risco que importa é o que atinge gente. Esta camada conecta evento climático a quem foi atingido e quem pode ser de novo.

O diferencial

O valor não está em ter os dados. Está em conectá-los.

A integração das nove camadas em uma única base permite análises que nenhuma fonte isolada consegue produzir. É o que chamamos de cruzamentos analíticos — e é o diferencial técnico da doClima.

Contradição ampliada

AdaptaBrasil SEEG MapBiomas

Quais municípios estão simultaneamente entre os 100 maiores emissores, os 100 que mais desmataram e os 100 com maior risco climático projetado?

Risco projetado × desastre confirmado

AdaptaBrasil S2ID

Quais cidades com alto risco de inundação em 2050 já têm histórico oficial de inundações com reconhecimento federal?

Calor × vulnerabilidade social

CHIRTS IBGE

Quais as 20 cidades mais quentes do Brasil que também têm PIB per capita abaixo da mediana nacional?

Clima observado × risco projetado

CHIRPS CHIRTS AdaptaBrasil

Em quais municípios a tendência observada de aquecimento já ultrapassa a projeção para 2030 no cenário otimista?

Pipeline

Da fonte oficial à página publicada.

O caminho dos dados, em quatro etapas.

01

Ingestão

Sistemas automatizados (ETL) consultam as fontes oficiais, validam consistência e padronizam formatos. A infraestrutura de raster construída para o CHIRPS funciona como base reutilizável para qualquer dado ambiental derivado de satélite — uma fundação para expansões futuras (focos de queimada, umidade do solo, índice de vegetação).

02

Organização

Os dados são reorganizados por município (geocódigo IBGE), criando um perfil climático completo por entidade. Resultado: respostas em menos de três segundos para qualquer cruzamento, em qualquer cidade.

03

Análise

Algoritmos identificam os riscos prioritários por município seguindo a metodologia do IPCC (AR5): risco como função de Ameaça × Exposição × Sensibilidade × Capacidade Adaptativa. Cada cruzamento é decomposto em seus fatores influenciadores.

04

Narrativa

A geração de texto em português, com inteligência artificial, segue diretrizes editoriais estritas — precisão, relevância local, jornalismo de soluções. Toda análise passa por revisão humana (princípio human-in-the-loop) antes de chegar ao cliente. Toda afirmação é rastreável até a fonte original.

Transparência

O que dizemos — e o que não dizemos.

Inteligência climática séria começa por explicitar seus limites. Algumas notas metodológicas importantes:

Linha de base

Os indicadores do AdaptaBrasil têm referências diferentes

Os climáticos usam o período 1986-2005. Os socioeconômicos têm base no Censo 2010, com dados epidemiológicos coletados entre 2007 e 2022. Os fatores de capacidade adaptativa foram coletados entre 2013 e 2020.

Cenário ≠ previsão

Projeções não são previsões

Trabalhamos com cenários — otimista e pessimista — derivados de modelos globais e regionais. São indispensáveis para planejamento, mas inerentemente incertos.

Auditável

Dados observados são verificáveis

CHIRPS, CHIRTS, MapBiomas e S2ID são bases públicas. Cada análise da doClima cita a fonte, o ano e a metodologia. Tudo pode ser auditado.

Human-in-the-loop

A IA gera; o humano edita

Nenhum relatório, dossiê ou peça de comunicação sai sem revisão por um jornalista ou especialista da equipe.

Infraestrutura

Construída para escala e velocidade.

A plataforma integra hoje cerca de 2,5 GB de dados pré-processados rodando localmente, sem depender de APIs externas em tempo de execução. Análises multi-critério cruzando as nove camadas, para qualquer um dos 5.570 municípios brasileiros, retornam em menos de três segundos — e cada cruzamento entrega os fatores que o explicam, não apenas o número.

< 3s
Resposta multi-camada
2,5 GB
Dados pré-processados
0
APIs externas em runtime
Referências

Fontes e citações.

Fonte Instituição Cobertura Referência
AdaptaBrasil MCTI Presente + projeções 2030–2055 adaptabrasil.mcti.gov.br
AdaptaBrasil Infra ANTAQ / DNIT Presente + projeções adaptabrasil.mcti.gov.br
SEEG13 Observatório do Clima 1970–2023 seeg.eco.br
MapBiomas Rede MapBiomas — Coleção 9 1985–2024 mapbiomas.org
CHIRPS v3.0 UC Santa Barbara 1981–presente doi.org/10.15780/G2JQ0P
CHIRTS-ERA5 UC Santa Barbara 1983–presente doi.org/10.15780/G2F08J
S2ID / Atlas Digital MI / SEDEC 1991–presente gov.br/mdr
IBGE IBGE Censo 2022 + séries SIDRA ibge.gov.br

Quer ver isso aplicado à sua cidade, sua reportagem, sua empresa?